Uma doença do tipo zoonose, ou seja, pode contaminar tanto animais quanto humanos, a Leptospirose Canina possui como agente etiológico bactérias, as quais fora do hospedeiro encontram ambiente propício em lugares úmidos, chuvosos e alagados, sobretudo em regiões onde há uma deficiência do saneamento básico.
A doença, nos cães, atinge principalmente o sistema renal e hepático, causando muitas vezes uma infecção generalizada e que pode levar o animal a morte.
O patógeno entra no organismo do animal através das mucosas, pele lesionada, sendo que em aproximadamente quatro dias já cai na corrente sanguínea, multiplicando-se rapidamente.
Os sinais mais evidentes da doença nos cães são: febre, vômitos, desidratação, calafrios, fraqueza, aumento do número dos glóbulos brancos (leucocitose), dentre outros, dependendo do tipo, ou seja, aguda ou crônica.
A bactéria pode ser aparentemente eliminada do organismo, pelos anticorpos, mas também se alojar em locais onde não são facilmente eliminadas, permanecendo por anos e proporcionando a contaminação de outros animais.
O diagnóstico é realizado via exames laboratoriais específicos e identificação da bactéria no tecido.
O tratamento tem como objetivo evitar maiores comprometimentos dos órgãos, como fígado e rins, e proporcionar uma relativa qualidade de vida ao animal. Antibióticos podem ser também ministrados, com o intuito de reduzir a multiplicação da bactéria. Já o controle passa pela vacinação dos animais.
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Fonte: Infoescola